Será?

Atualizado sábado, 09/07/2016 |10:23

Junior fala sobre um possível retorno com Sandy

Para rolar algo, precisa ser o momento certo para os dois


Em “Vai ter que rebolar”, Junior cantava: “Garota, o que eu faço para ganhar seu coração…”. Ao lado da irmã Sandy, o músico conquistou o coração não apenas das garotas, mas de uma legião de brasileiros. O pontapé inicial dessa trajetória de sucesso começou há 25 anos com o lançamento do primeiro CD da dupla, “Aniversário do Tatu”. A partir daí, ele e a irmã não pararam mais. Vieram mais álbuns, mais shows e muitas conquistas. Período fértil que durou 17 anos. Em 2007, a dupla anunciou seu fim. Desde então, fãs se perguntam se algum dia eles irão retornar. Em conversa com o Extra, Junior brinca: “A gente não é brigado (risos). Não deixamos de nos falar. Para rolar algo, precisa ser o momento certo para os dois”.

O início

“Fiquei ansioso com o convite do Lima Duarte para o “Som Brasil”. Tenho uma história engraçada desse episódio: eu me espelhava no meu pai e ele ganhava muitos troféus (risos). Então eu pedi para ganhar um. Disse que só iria ao programa se ganhasse. E o Lima me deu. Meus pais tinham comprado numa lojinha de tranqueiras”.

Infância

“Quando eu era molequinho, era bem chato gravar. Demorava muito… Eu aproveitava o tempo em que a Sandy estava colocando a voz dela e ficava jogando videogame. Viajava para os shows com uma caixa lotada de Lego. Teve uma época em que a gente levava os amigos para viajar no avião fretado. Existia uma preocupação dos meus pais de preservar a nossa infância”.

Fama

“Era difícil fazer amigos. O lado do artista sempre tinha uma importância maior do que quem eu era. Fizemos poucos amigos, mas leais. A verdade é que a gente não era olhado como mais um e tudo o que você não quer quando jovem é ser olhado diferente. Todo ano era como se a gente estivesse numa escola nova. Passávamos meses dando autógrafos e tirando foto com os alunos. E olha que eram dois mil! Lembro de mim pequeno, com a lancheira no colo. Eu dava uma mordida no sanduíche e dava três autógrafos”.

Os primeiros namoricos

“Moleque dá um jeito para essas coisas. A gente se vira. Desde pequeno, tive várias paquerinhas. E tinha muita loucura de fã. Lembro de uma clássica! Uma fã armou com umas amigas de que tinha enviado uma carta quilométrica em uma caixa de geladeira. Só que era ela que estava lá dentro, e quase morreu sufocada. Porque a gente não ia ler uma carta de 15km antes do show. Ela estava apagada quando abrimos a caixa”.

Fim da dupla

“Foi uma vontade que veio crescendo. Acho que a decisão até partiu de mim. Nós estávamos em uma reunião para decidir os planos futuros da dupla e a coisa não estava fluindo, não ia para lugar nenhum. Chegou uma hora que veio a sensação de que não era mais aquilo. Olhei para a Sandy e ela estava com a mesma cara. Aí falei: ‘Vamos fazer outras coisas”.

Possível retorno

A gente não é brigado (risos). Não deixamos de nos falar. A carreira seguiu outro caminho. Gostamos de tocar violão em casa, de cantar junto. Para rolar algo, precisa coincidir com o momento certo para os dois. Cada um tem uma vida, tem que ser uma hora apropriada. Quero realizar outras coisas agora. Lá na frente, quem sabe? Se estivermos nos sentindo bem com essa ideia no futuro, vamos embora. Nossa separação foi pensando na nossa realização.