Claudinho e Chico Branco

Atualizado terça-feira, 01/08/2017 |07:00

Autoridade policial descarta homofobia em casos de violência em Assú que terminaram com duas pessoas mortas

“Completamente”, respondeu o delegado ao ser questionado se a polícia descarta tal possibilidade


Embora Francisco Gomes Ferreira – Chico Branco e Cláudio Mendonça – Claudinho, últimas vítimas de crimes contra a vida fossem homossexuais a Polícia Civil de Assú através do delegado Cidorgeton Pinheiro descarta a relação entre os dois casos e crime de ódio contra a classe LGBT no município. De Acordo com Áurea Estela moradora do Feliz Assú o ASG Cláudio Mendonça de quem era vizinha foi agredido na madrugada de 19 de julho quando estava saindo da casa de outra morador das proximidades por volta de 00h40. Internado em Mossoró onde foi submetido a um procedimento cirúrgico faleceu neste último domingo. Já o aposentado Francisco Gomes foi morto dentro de casa na noite da última sexta-feira, a pauladas. O delegado Cirdorgeton Pinheiro foi enfático ao afirmar que não há qualquer vínculo entre os crimes nem qualquer possibilidade de eles terem sido motivados por questões ligadas a opção sexual das vítimas.

O que aconteceu foi um homicídio no caso de Chico Branco sendo que vítima e acusado tinham uma relação próxima e houve uma discussão entre ambos. Posteriormente o adolescente que está no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Acusado de Ato Infracional (CIAD) em Mossoró cumprindo uma internação provisória desferiu um golpe contra a vítima que estava deitada não lhe oportunizando chance de reação ou de defesa. No que se refere a morte de Claudinho o que houve segundo o delegado foi um latrocínio uma vez que foi subtraído o celular da vítima que possivelmente reagiu e os suspeitos de forma violenta o agrediram ocasionando uma lesão grave terminando com a sua morte. De acordo com o titular da DP de Assú, as investigações estão encaminhadas e próximas de uma elucidação faltando poucos detalhes para dar substancia ao procedimento e encaminhá-lo ao poder judiciário. “Completamente”, respondeu o delegado ao ser questionado se a polícia descarta a possibilidade de homofobia nos dois crimes.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Assú emitiu uma nota por meio da qual deixa claro que irá acompanhar o desenrolar das investigações envolvendo os dois casos acima citados assim como outras formas de violência que amedrontam a cidade. Presidente da Subsecção local a advogada Danielle Diniz por telefone falou ao Jornal da Manhã a esse respeito.