Crise Hídrica

Atualizado segunda-feira, 28/12/2015 |08:54

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com menos de 21 por cento da sua capacidade hídrica

Outros quatro reservatórios, que também são fontes hídricas para projetos de irrigação, estão, praticamente, secos, relata informação publicada pela assessoria de imprensa da autarquia em sua página virtual na internet


Cinco dos principais reservatórios de água (açudes) administrados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, DNOCS, no Rio Grande do Norte encontram-se em situação crítica ou, simplesmente, sem água. Dados de terça-feira passada, dia 22, divulgados pelo setor de monitoramento da instituição, através do engenheiro Aldo José Fernandes Ribeiro Dantas, registram que na instância da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves – maior reservatório do estado e responsável pelo abastecimento de muitos municípios potiguares –, situado na região do Vale do Açu, cuja capacidade de armazenamento é de 2,4 bilhões de metros cúbicos, encontra-se com 499,5 milhões de metros cúbicos, ou seja, 20,8 por cento de sua capacidade. Outros quatro reservatórios, que também são fontes hídricas para projetos de irrigação, estão, praticamente, secos, relata informação publicada pela assessoria de imprensa da autarquia em sua página virtual na internet. São os casos do Itans (81,750 milhões de metros cúbicos) estando no momento com 885 mil metros cúbicos, ou 1,08 por cento de sua capacidade total; Sabugi (65,335 milhões de metros cúbicos) com 3,217 milhões de metros cúbicos, ou 4,92 por cento; Pau dos Ferros (55,881 milhões de metros cúbicos) com 17 mil metros cúbicos, ou 0,03 por cento; e, Gargalheira (44,421 milhões de metros cúbicos), com 13 mil metros cúbicos ou 0,03 por cento de capacidade. De acordo com previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, e do Instituto Nacional de Meteorologia, INMET, para o período de janeiro a março de 2016, a região Nordeste terá maior probabilidade de chuva na categoria abaixo da faixa normal climatológica, com variações entre 25 a 40 por cento da média chuvosa. Esses dados são preocupantes tendo em vista a situação atual em que se encontram os reservatórios nordestinos.