Atualizado terça-feira, 27/10/2015 |17:05

Com renda menor e desemprego, consumidor brasileiro está fragilizado

Consumidor


Da Agência Brasil

A renda menor, o aumento do desemprego e os juros mais altos reduzem a demanda das famílias por crédito dos bancos, na avaliação do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

“De uma maneira geral, o crédito para consumo mostra um arrefecimento em relação a períodos anteriores. O próprio ciclo econômico é uma explicação para isso. Outro fator é a própria cautela das famílias em termos de endividamento e comprometimento de renda futura”, disse Maciel.

Além da maior cautela dos consumidores, os bancos também estão mais seletivos na oferta de crédito de 2012, quando houve aumento da inadimplência.

Em setembro, comparado ao agosto, o saldo total do crédito com recursos livres (bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros) para as famílias ficou estável, em R$ 795 bilhões. No caso do crédito para a compra de veículos, houve queda no saldo de 1,1% e chegou a R$ 166,691 bilhões. Também houve redução no saldo dos gastos à vista no cartão de crédito (R$ 112,604 bilhões), de 1,9%.

Segundo Maciel, a redução do saldo do crédito para a compra de veículos e das compras a vista no cartão de crédito é “indicativo de fragilidade de consumo”.

Juliano Lima

Jornalista trabalhou vários meios de comunicação no Brasil e hoje é repórter da Rádio Princesa do Vale e editor do Jornal da Manhã.
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